Escrevendo um projeto de pesquisa de mestrado ou doutorado

Os projetos de pesquisa de mestrado e doutorado se diferenciam apenas quanto ao escopo. Um projeto de mestrado em geral tem um escopo mais limitado, enquanto o de doutorado é em geral mais ambicioso e trata de um problema mais amplo.

O projeto de pesquisa de mestrado é provavelmente o mais difícil de ser escrito pelo estudante. Exceto quando o estudante já trabalhou na área durante a iniciação científica, falta-lhe uma visão geral da área de pesquisa que permita a escolha apropriada de um tema, a identificação da melhor estratégia para resolver o problema e uma projeção realista do cronograma de trabalho.

Por esse motivo, recomendamos que o projeto de pesquisa de mestrado seja escrito pelo orientador ou com o seu envolvimento (veja o artigo “Quem deve escrever o projeto de pesquisa de mestrado”). Por exemplo, a FAPESP diz especificamente: “A FAPESP espera que o candidato participe intensamente na redação do projeto. A responsabilidade pelo projeto é do orientador, mas o candidato deve estar preparado para discuti-lo e analisar os resultados.” (http://www.fapesp.br/253).

No doutorado, é possível que o estudante já esteja capacitado a escrever o projeto de pesquisa, principalmente se a área de pesquisa for a mesma do mestrado. No entanto, o envolvimento do orientador é sempre vantajoso.

O tema

O item mais importante de um projeto de pesquisa é o tema, ou seja, o problema que se propõe resolver.

No caso do mestrado, o tema não deve ser amplo para que possa ser executado em cerca de dois anos. Pode ser um ramo de um projeto grande do orientador, ou parte inicial de um projeto que continuará no doutorado. Algo que, na nossa experiência, tem funcionado para o mestrado é propor a investigação de um problema específico que faz parte de um projeto mais amplo de interesse do grupo de pesquisa. Isso ajuda a promover a integração do estudante com o grupo de pesquisa e permite ao estudante contribuir diretamente para a produção científica do grupo. Se a contribuição for significativa, o estudante pode vir a ser co-autor em publicações do grupo, além dos trabalhos que resultarem diretamente do mestrado.

No caso do doutorado, o projeto deve visar uma contribuição significativa para a área de investigação. Trabalhos experimentais em geral envolvem o uso de diferentes técnicas de pesquisa de forma articulada. Para isso, é necessário um conhecimento muito mais profundo da literatura existente e da relevância do problema no contexto da área.

Logicamente deve haver uma discussão entre o orientando e o orientador para definir se o tema é de interesse mútuo ou se o estudante vai desenvolver um projeto independente.

Estrutura e conteúdo

Em relação ao conteúdo, as principais partes de um projeto de pesquisa são a introdução e justificativa, objetivo, materiais e métodos, cronograma e referência bibliográfica.

É importante ler com cuidado as instruções da agência de fomento para a qual o projeto será submetido, para certificar-se de que o projeto contém todas as partes exigidas e está formatado de acordo com as instruções e dentro dos limites de páginas estipulados. Por exemplo, no caso da FAPESP os itens do projeto de pesquisa são: resumo; introdução e justificativa, com síntese da bibliografia fundamental; objetivos; plano de trabalho e cronograma da sua execução; materiais e métodos; forma de análise dos resultados.

Sugestões gerais

  • Tenha em mente os critérios de avaliação na elaboração dos projetos de pesquisa, quando disponível no site das agências de fomento.
  • Tenha cuidado especial com a linguagem e busque tornar claro os pontos principais, dando uma visão geral antes de entrar em muitos detalhes.
  • Peça a opinião de colegas de trabalho. Um olhar distanciado pode ajudar na identificação de problemas com o método proposto.

Introdução e justificativa

Na introdução e justificativa o tema deve ser apresentado e a necessidade do estudo justificada. Isso deve ser discutido com base na literatura, citando as fontes apropriadas.

  • Explique a importância do problema tratado dentro do contexto da área.
  • Discuta os trabalhos anteriores e suas limitações, citando as fontes apropriadas.
  • Justifique a necessidade e os benefícios de resolver esse problema.

Objetivo

Nessa seção, defina especificamente o objetivo do trabalho. Algumas instituições pedem o objetivo específico e os objetivos mais gerais. O que se pretende atingir com esse trabalho?

Materiais e métodos de análise

A seção de materiais e métodos é similar à encontrada em artigos científicos (veja o artigo “O que escrever na metodologia”).

A diferença é que em um artigo, os autores descrevem o que foi feito. No projeto de pesquisa, o desafio é convencer os revisores de que os autores têm condições e equipamentos para realizar os estudos propostos. Eles devem demonstrar que as técnicas são relevantes para o problema tratado, que os equipamentos estarão disponíveis e que o método de análise proposto é apropriado.

  • Descreva os estudos que serão realizados.
  • Descreva os equipamentos a serem usados nesses estudos (demonstre a disponibilidade, por exemplo, com um documento de consentimento de uso do responsável pelo equipamento, se este não pertencer ao seu laboratório).
  • Descreva as metodologias a serem utilizadas.
  • Descreva como os dados serão analisados.

Cronograma

Deve completar o projeto um cronograma de execução, que idealmente deve ser elaborado juntamente com o orientando, para que ele se sinta também responsável visto ser de fato o executor do projeto. O cronograma deve ser realista, levando em consideração a carga de disciplinas do aluno, o tempo necessário para escrever a tese, e possíveis problemas com o uso de equipamentos. É importante, porém, manter um certa flexibilidade para poder explorar eventuais descobertas ao longo da atividade científica. Acompanhar o progresso desse cronograma e ajudar com possíveis reavaliações são funções fundamentais do orientador.

A redação da dissertação de mestrado, por ser a primeira, não é fácil. Alguns têm mais dificuldade que outros, levando talvez o dobro do tempo de alguém com mais facilidade e organizado (ou até mais). Os relatórios para as agências de fomento são oportunidades extremamente úteis para ajudar a desenvolver a redação científica.

Por isso:

  • Seja realista, principalmente em relação ao tempo necessário para redigir a tese.
  • Organize os relatórios de pesquisa de forma a poderem ser usados na tese.

Quanto à necessidade do projeto de pesquisa

A necessidade de um projeto de pesquisa, hoje uma realidade em todos os programas de pós-graduação no Brasil, nem sempre existiu. Antes havia apenas o projeto de pesquisa do orientador. Todos do grupo trabalhavam na obtenção de dados e era ele quem escrevia os artigos. Com as agências de fomento exigindo mestrados e doutorados em tempo curto, as coisas mudaram. O projeto de pesquisa agora é específico de cada estudante.

Há algumas vantagens e desvantagens nesse sistema novo. Uma das desvantagens é que quando quebra algum equipamento, nenhum aluno quer gastar tempo com isso, pois isso não resulta em artigo ou tese. Antes, todos trabalhavam para deixar as coisas em ordem e ajudar na manutenção e no conserto de equipamento.

Nos EUA, em geral, não é necessário ter um projeto de pesquisa. No departamento de Física da Oklahoma State University, por exemplo, os estudantes iniciam o programa de pós-graduação sem ter um orientador ou um projeto de pesquisa, apenas assistindo aos cursos. Com o passar do tempo, os alunos conversam com os professores e tentam encontrar um orientador. No caso do mestrado, eles simplesmente trabalham em algum projeto até obterem dados suficientes para uma tese de mestrado. No caso do doutorado, eles têm que passar por exames gerais e um exame de qualificação. O recomendado é que o exame de qualificação seja a defesa de um projeto de pesquisa, mas isso não é mandatório – o exame é decidido pela banca de pós-graduação do aluno, que consiste do orientador mais outros professores.

Se você tem outras sugestões ou gostaria de indicar pontos que não discutimos, deixe um comentário abaixo.

Leia também:

Contribuíram para este artigo: Emico Okuno e André Sawakuchi

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Sobre Eduardo Yukihara

Eduardo G. Yukihara é Professor Associado na Oklahoma State University. É bacharel (1995) e doutor em Física pela Universidade de São Paulo (2001), tendo sido orientado pela Profa. Dra. Emico Okuno. Sua produção científica inclui mais de 50 artigos publicados em revistas científicas internacionais e co-autoria do livro “Optically Stimulated Luminescence: Fundamentals and Applications”. É membro do conselho editorial da revista Radiation Measurements e faz revisão de manuscritos regularmente para mais de 15 revistas científicas, incluindo Medical Physics, Radiation Measurements, Nuclear Instruments and Methods in Physics Research, Journal of Luminescence, Physics in Medicine and Biology e Physical Review B.
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36 respostas para Escrevendo um projeto de pesquisa de mestrado ou doutorado

  1. Caterina disse:

    Muito bacana o artigo, se não fosse a insistência em embutir a ideia de que o orientador deve escrever um projeto que será desenvolvido pelo orientando… para mim esta postura menospreza deveras a capacidade do aluno e ainda limita seu potencial. O orientador deve sim orientar o trabalho de forma a melhor ajustá-lo às exigências institucionais, mas quem deve escrevê-lo é o aluno. À menos que a graduação tenha sido muito mal aproveitada; contrariamente, é ele quem deve se esforçar na escrita do seu projeto de mestrado.

    • Caterina, obrigado pela opinião. Talvez isso varie muito de acordo com a área de atuação. Na minha experiência em Física é muito difícil ter uma idéia boa da área de pesquisa para escrever o projeto, exceto quando a iniciação científica foi na mesma área (o que não foi o meu caso). Seria interessante saber a sua área de atuação e a sua experiência com relação a projetos de mestrado escritos por estudantes. Na sua área isso tem sido uma prática comum? Tem tido sucesso?

      (Nota: modifiquei a mensagem padrão para encorajar os leitores a identificarem a área de atuação; acho que isso vai enriquecer a discussão.)

      Mais uma vez, obrigado por participar com o seu comentário!

      • Caterina disse:

        Obrigada pelo retorno, Eduardo. Realmente não sei como funciona com a Física, já que a complexidade dos direcionamentos são bastante distintas das ciências sociais. Na minha área é bastante comum o aluno desenvolver seu projeto sob a orientação de alguém apto a apontar críticas e os melhores direcionamentos a serem seguidos, mas apenas isso. Escrevi e desenvolvi meu projeto de iniciação científica recebendo grande apoio de minha orientadora, mas todas as etapas foram realizadas por mim, começando pela elaboração do projeto. Da mesma forma finalizo o meu projeto de mestrado. Os mestrandos e doutorandos das ciências sociais que conheço desenvolveram seus projetos seguindo o mesmo padrão.

        São campos realmente distintos os nossos, assim como deve acontecer com outras áreas acadêmicas, por isso acho bastante válida a sua modificação na mensagem incentivando os leitores a informarem suas áreas.

        Grata pela sua atenção,

        Caterina Rino

  2. Bruno Luz disse:

    Muito esclarecedor esse artigo. Vou fazer prova para Mestrado em Filosofia e esse artigo me ajudou muito: linguagem clara e objetiva.

  3. Anônimo disse:

    Quero fazer um mestrado em gestão da produção industrial como fazer um projeto para este segmento?

    • Amaricio, infelizmente não tenho experiência nessa área. Seria interessante se alguém com essa experiência pudesse comentar ou escrever um artigo sobre isso. Abraços!

    • Alejandro G. Frank disse:

      Olá, espero que não seja tarde demais para responder esta pergunta (estou no Ciência Prática há pouco tempo). Sou professor na Engenharia de Produção então acho que talvez possa te ajudar em algum aspecto. Bem, a tua pergunta é bastante ampla. Primeiro, recomendo que vejas as orientações específicas do programa ao qual pretendes submeter o teu projeto, pois os requisitos mudam bastante entre programas de pós-graduação. Tenta ver qual é o formato dos projetos desse programa e, por sobre tudo, quais são as linhas de pesquisa dentro da área que pretendes trabalhar. A estrutura dos projetos costuma ser muito similar ao explicado pelo Eduardo neste post. Eu diria que muda na parte de métodos, que não tem materiais, é apenas métodos. Primeiro precisas ter bem claro o que pretendes abordar, isto é, qual é o problema de pesquisa que teu projeto tratará. Tendo isso claro já resolves grande parte do desafio do projeto. Muitas vezes pode te servir olhar o que os professores dessa linha dentro do programa de mestrado onde aplicarás o projeto estão publicando. Na parte das conclusões dos últimos artigos deles poderás encontrar talvez sugestões para futuras pesquisas e podes tentar te enquadrar dentro dessas sugestões. É bom também tentar identificar os melhores periódicos da área e ver o que estão publicando sobre o assunto.
      O projeto do mestrado não pode ser muito ambicioso. Acho que este é outro ponto a ser considerado. Geralmente as pesquisas na área da Eng.de Prod. têm uma parte de aplicação ou teste em casos reais, seja por meio de estudo de casos, pesquisa-ação, entre outros métodos. Neste caso precisas pensar se o que pretendes propor no teu projeto será fatível de testar ou aplicar no curto período de 2 anos (tempo normal para um mestrado). Isto será essencial na hora de propor o cronograma.
      Por fim, é sempre importante no projeto desta área destacar a relevância da proposta tanto para o meio acadêmico como para o meio prático (profissional), uma vez que as pesquisas na área de engenharias é sempre aplicada, isto é, busca soluções práticas para o mundo real. Neste ponto às vezes há controvérsias e há quem defenda que pode ser somente teórica, mas normalmente é bem melhor visto quando o projeto tem alguma relevância prática, pelo menos para um setor específico do meio empresarial.
      Espero que sirvam as dicas e qualquer coisa estou a disposição.
      Abraços

  4. Evelyn disse:

    Atuo na área da Saúde (especificamente na saúde mental), pretendo prestar mestrado na Unicamp. Mas ainda tenho algumas dúvidas a respeito do projeto de pesquisa. Por exemplo… No meu ambiente de trabalho, detecto algumas falhas no atendimento e continuidade do tratamento do paciente e por isso tenho interesse em escrever sobre isso, mas andei pesquisando e não encontro praticamente nada a respeito, muito menos sendo específico da Saúde Mental. Sendo assim, penso em duas vertentes: 1) Seria interessante pois não existe trabalhos sobre propostas para o problema (que possivelmente acontece em todas as instituições públicas) 2) Em contrapartida, haveria grande dificuldade na construção do mesmo justamente pela falta de material, ficando pouco embasado cientifico…
    Sinceramente, estou confusa…
    HELP ME!

    Obrigada.

  5. Iracimara de Anchieta Messias disse:

    Oi Evelyn,
    Bem, como fiz mestrado e doutorado em saúde pública e a sua proposta de pesquisa em saúde mental é na linha de administração de serviços de saúde pública, gostaria de fazer algumas considerações. Em muitos temas de pesquisa a bibliografia é escassa e os trabalhos são pioneiros sendo, portanto, originais. Isso é um ponto forte do trabalho, pois a abordagem metodológico/científica referente irá começar com seu trabalho. Entretanto, vc. tem que fazer o embasamento teórico metodológico, e precisa referenciar (se apoiar) em estudos já realizados sobre o tema, que podem ser nacionais e também internacionais. Primeiramente indico fazer um exaustivo e meticuloso levantamento de toda bibliografia da área para de fato constatar se realmente não tem publicações nas bases de dados de referência. Esse trabalho deve ser realizado com ajuda de um bibliotecário com experiência em levantamento bibliográfico em bases de dados. Geralmente toda biblioteca de programas de pós-graduação tem bibliotecários que auxiliam nessa busca, que não deve ser realizado somente por vc. e nem com pressa. Acredito que levará algumas semanas (até meses) para fazer esse rastreamento.
    Se de fato for constatado que trabalhos na área são inexistentes, o próximo passo é buscar trabalhos correlatos (também com a ajuda de um bibliotecário). Por exemplo, não existe nada em saúde mental, mas tem trabalhos que observaram falhas no atendimento e a não continuidade de tratamentos públicos em saúde bucal, ou em atendimentos na fisioterapia, atendimentos e reabilitação em saúde do trabalho, enfim, trabalhos na mesma linha temática mas com públicos diferentes, podem ser citados como sua referência. Eles não somente serão utilizados no seu embasamento teórico mas principalmente orientarão a forma como vc. irá realizar a escolha de sua amostra, coleta e análise dos dados.
    No fim, é imprescindível a conversa e discussão desses pontos com seu orientador, pois ele é a pessoa mais indicada para orientar na seleção e escolha de bibliografias correlatas e também dos procedimentos metodológicos.
    Espero ter contribuído um pouco na sua busca. Sucesso.

    • Evelyn disse:

      Queridos Eduardo e Iracimara,
      Primeiramente, gostaria de agradecer por responderem-me tão prontamente.
      Quero dizer a sua resposta me auxiliou bastante, principalmente no quesito “estudos correlatos”…
      Obrigada Iracimara pela atenção!
      Obrigada Eduardo pelo espaço e dedicação!

      Abçs

  6. David disse:

    Bom dia,

    estudo engenharia ambiental em São Paulo e procuro um orientador para pesquisar o descarte de moveis em grandes centros urbanos. Teria alguma sugestão?

  7. Michele Granzotto disse:

    sou professora da rede municipal e também atuo na comunidade cristã. Gostaria de desenvolver meu projeto de mestrado envolvendo um tema que interliga as dias esferas, mas não sei como encontrar um orientador que possa me auxiliar.

  8. Israe disse:

    Olá

    Estou ansioso para iniciar um mestrado, mas não sei exatamente por onde começar. Por favor, me dêem um norte. Ficarei muito agradecido.

    Att.
    Israel

    • Israel, quando eu estava procurando orientador para o meu mestrado, visitei vários professores que trabalhavam na minha área de interesse para saber mais sobre o que eles faziam, se teriam algum projeto para mim e se me aceitariam no grupo. Eu sugiro começar por aí.

      • Breno Lobato disse:

        Olá, Eduardo. Sinto o mesmo que o Israel. Concluí a graduação há dez anos sem nunca ter me interessado pelo mundo acadêmico. Ultimamente, penso que a pós-graduação pode me ajudar a ser um profissional com mais ferramentas para minha atuação, ainda que não invista na carreira acadêmica propriamente dita (sou empregado público). Mudei de cidade e não conheço ninguém da universidade onde gostaria de cursar o mestrado. Quando li o edital para mestrado/doutorado da referida universidade, vi que sou totalmente incapaz de formular um projeto sem a ajuda de um orientador, já que não entendo nada de metodologia nem argumentação, além de estar desatualizado quanto à bibliografia. Fico pensando como eu, que nunca tive qualquer experiência acadêmica, posso abordar os professores dessa universidade, que vivem ocupados com suas pesquisas e orientações de alunos – ainda mais sem um pré-projeto ou mesmo uma ideia clara de estudo. Obrigado!

  9. marilene disse:

    Suas orientações foram ótimas Eduardo, muito obrigada. Vou desenvolver meu projeto de pesquisa para concorrer a uma vaga do Mestrado aqui da Universidade Federal de Goiás e
    estava um tanto perdida, fiz minha graduação a distância e aí então a gente fica muito assim sem ter por onde começar.
    Muito muito obrigada!!!.

  10. Carolina disse:

    Excelente! Estou aplicando para uma bolsa e achei difícil encontrar informações sobre o modelo do plano de estudos de uma forma tão clara como a sua.
    Sou da Administração, fazendo um projeto em Psicologia Organizacional.
    Muito obrigada!!

  11. Geraldo Francisco dos Santos disse:

    Qual o significado de “problemática”, “contexto” e “lacunas do conhecimento” em um Projeto de Doutorado?

    P. S. Gostaria, se possível, de sugestão de um livro de Metodologia Científica que sclarecesse esses elementos. Já procurei, mas não encontrei nenhum)

    Grato

    Geraldo Ashamm

    • Eu entendo “problemática” como o problema que você está tentando resolver, “lacunas do conhecimento” os pontos que não estão esclarecidos sobre esse problema, e “contexto” como esse problema específico que você se propõe investigar se encaixa na área geral, ou seja, a relevância do problema.

      Se alguém puder complementar o que eu disse ou corrigir o meu comentário, agradeço.

    • Marco disse:

      Recomendo fortemente a leitura de “Ciência: da filosofia à publicação”, escrito pelo Prof. Volpato da Unesp de Botucatu (edição de 2013). Ele trata das principais questões relacionadas à prática científica, indo desde o planejamento de um projeto até a vida na universidade.

  12. Marilena disse:

    Estou tentando escrever um projeto para a área de educação aqui na Universidade de Juiz de Fora. Meu foco são as relações entre Ciência, tecnologia, sociedade e ambiente ou educação ambiental. A linha de pesquisa que mais me aproximo é linguagem, e nesse contexto a maioria dos trabalhos ficam limitados em analise de discurso. Porém, tenho uma frustração que mexe com meu ego. Por exemplo, eu acredito que quando desenvolvemos pesquisas principalmente em Universidade publicas, devemos, por obrigação, dar algum retorno para a sociedade e tenho a imprensão que na análise de discurso não chegamos a lugar algum. Não há um retorno concreto para as pessoas que participam da pesquisa por exemplo.

    Alguem tem alguma ideia do que pode ser feito para que não fugir das proposiçoes da linha de pesquisa, mas que consiiga contribuir de alguma forma com os sujeitos da pesquisa ou pelo menos dar algum retorno para a educaçao de uma forma geral?!

    OBrigada

  13. Anônimo disse:

    Quero fazer mestrado em arte/educação. Verificar a possibilidade, alguém pode passar algumas dicas. grato

  14. JAIR DE PONTES disse:

    Sou professor e estou tentando entrar no Mestrado em Ciências, porém ainda não tenho ideia sobre a escolha da minha linha de pesquisa.
    Tem alguma dica?

  15. Anônimo disse:

    Obrigado pelo artigo Aprendi muita coisa que não sabia, justamente agora que estou preparando minha dissertação.

  16. Ednaldo Barbosa. disse:

    Em casos que já existam materiais publicados , com vasta bibliografia melhor seria mudar de area ou aprofundar a questão propondo outras saídas ?

  17. Efigenia Rocha Ribeiro disse:

    Fiz a pouco tempo minha monografia,minha area de atuação é a Historia, quero desenvolver meu projeto de pesquisa dando continuidade ao tema da minha monografia que foi: OCUPAÇÃO uRBANA EM FORTALEZA (1979 a 1999). Vou trabalhar com conceitos da Historia Social mas estou cheia de duvidas de como começar.

  18. Lyzia Menna Barreto Ferreira disse:

    Obrigada pelo artigo, foi muito esclarecedor.

  19. Magda disse:

    Obrigada pelo artigo e pelos vários comentários!

  20. Genivaldo G. Mendonça disse:

    Quero desenvolver um projeto de mestrado com o tema ” metais pesados” como voce pode me orientar? Obrigado.

  21. Uilian disse:

    Olá, sou pedagogo e estou tentando desenvolver um projeto de mestrado na área da educação escolar, estou precisando de um norte para realizar essa inicialização, amigos da área da educação como e por onde posso começar o meu campo de pesquisa?

  22. JOZELDA RAMOS SILVA SANTOS disse:

    Olá, estou querendo fazer um mestrado, embora não sei como começar, trabalho na área da educação, tenho o artigo da minha conclusão do curso de Pedagogia, então quero que me orientem em relação à como publicar meu artigo. Amei as orientações!
    Abraço!

  23. LANE disse:

    Bom dia. Sou estudante de Fisioterapia e faltam quatro semestres para a conclusão de minha graduação. Sou estudante de uma IES privada só que sou bolsista. Vou tentar “doutorado direto” para tanto decidi tentar fazer Iniciação Científica. Sendo assim posso conseguir uma bolsa pelo CNPQ? Alguém da área pode por favor me auxiliar com linhas de pesquisa que posso seguir. Obrigado.
    QUERENDO MUITO, MAS ME ENCONTRO PERDIDA!

  24. Gilliale disse:

    Gostei do artigo. Parabéns! Bom, atuo na área da Linguística e, no meu caso, fui eu quem redigi o projeto para a iniciação científica enquanto aluno de graduação e o projeto para mestrado nos processos de seleção para a pós. Devo admitir que estar familiarizado com a estruturação de projetos científicos acadêmicos auxilia na elaboração dos mesmos e uma linguagem clara e precisa, ainda mais na minha área, é primordial.

Contribua para a discussão com seus comentários ou sugestões (por favor, identifique a sua área de atuação). Evite perguntas específicas que podem ser melhor respondidas por um(a) orientador(a) ou colegas da área.

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