Preparação para um concurso público para professor/pesquisador

Imagino que muitos dos nossos leitores sejam pessoas que se encontram na etapa de realização de mestrado ou doutorado com vistas a se tornarem futuramente pesquisadores e professores de universidades no Brasil. Eu também passei por isso até muito recentemente, quando me candidatei a um concurso público para professor efetivo da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, no qual felizmente fui aprovado. Dada esta recente experiência e a solicitação de alguns leitores sobre dicas e estratégias para a preparação para concursos públicos deste tipo, tentarei deixar alguns breves conselhos aqui.

Em primeiro lugar, destaco que o foco deste artigo serão os concursos públicos das universidades federais brasileiras. Estes costumam ser bastante similares entre as diversas universidades. Já os processos seletivos de universidades particulares ou estaduais podem ser um pouco diferentes, embora acredite que as dicas também possam ser relevantes.

Eu dividiria a preparação para um concurso público em duas grandes partes: (i) antes do concurso e (ii) durante o concurso.

A preparação antes do concurso

Em termos gerais, podemos pensar nessa etapa desde o momento em que tomamos consciência de que queremos alcançar tal objetivo, que temos tempo para nos prepararmos e que precisamos montar uma estratégia para tal propósito. Nesses casos, destaco uma dica que acredito seja muito importante:

a) Estude as tabelas de pontuação dos concursos similares e veja quais as áreas que precisa priorizar na sua formação. Acho que este ponto é imprescindível. Para tanto, recomendo que siga os concursos da sua área nas universidades de seu interesse. Veja a tabela de pontuação desses concursos e avalie o que conta mais pontos. Por exemplo, hoje nas universidades brasileiras um dos itens que mais pontua na prova de títulos do concurso são as publicações científicas e projetos de pesquisa relevantes (de qualidade). Então, ter experiência em aulas é muito importante, ter experiência administrativa também é, mas os pontos desses itens podem ser limitados se comparados com publicações e projetos de pesquisa.

A preparação para o dia do concurso

Refiro-me aqui à preparação para uma data definida em que ocorrerá o concurso. Geralmente há um tempo de, no mínimo, três meses a partir da publicação do edital até a data do concurso. É o tempo de maior investimento e maior esforço, pelo menos na minha opinião.

O concurso geralmente é dividido em três partes: (i) prova escrita sobre os conhecimentos específicos (os temas estão definidos no edital); (ii) defesa da proposta de um projeto de pesquisa (escrito e oral); (iii) prova de títulos (avaliação do currículo); (iv) prova didática. Vou tentar deixar dicas para cada um desses pontos.

a) Prova escrita. Normalmente tem uma duração de seis horas (pelo menos na UFRGS) nas quais você deverá escrever tudo o que sabe sobre um dos temas do concurso, descrito no edital e que será sorteado antes da prova. Na primeira hora se pode utilizar material de consulta e depois, no restante do tempo, apenas o que você tiver tomado nota durante essa primeira hora. Assim sendo, além de estudar todos esses temas antes do concurso, é importante organizar muito bem o material de consulta para a primeira hora da prova. Marque bem seus livros usando marcadores, sinalizadores, etc. e classifique seus livros organizados por cada tema do concurso. É importante que você esteja bem familiarizado com o material que irá consultar no momento da prova. Também, à medida que estude para a prova, tente estruturar os tópicos na sua mente, imaginando como os apresentaria no momento da prova escrita. Isto ajudará a chegar mais preparado para dissertar sobre qualquer tema que for sorteado. Há concursos que são mais específicos ainda e que no dia da prova pedem para responder uma pergunta muito específica sobre o tema descrito no edital.

b) Projeto de pesquisa. Se o concurso for exatamente na sua área de atuação talvez este ponto seja mais fácil, senão demandará mais trabalho. Um ponto que se avalia no concurso é o alinhamento do histórico do proponente com o projeto de pesquisa proposto. Lembre que não se exige que ele seja executado, caso for aprovado (embora seja muito bom que isso aconteça). Então, acredito que não seja o melhor momento para mudar de área de pesquisa. Tente propor um tema que tenha a ver com tudo o que já fez na sua carreira, pois você deverá apresentar esta proposta diante da banca e eles questionarão a sua capacidade de execução com base na sua experiência prévia sobre o assunto. Em algumas áreas, principalmente nas novas, como no caso da minha, é interessante quando o projeto também contempla a criação de um grupo de pesquisa sobre o tema proposto. Estude também o perfil dos membros da banca e tente utilizar no seu projeto assuntos e nomenclaturas que tenham uma identificação com o avaliador, de maneira que este também veja seu projeto com mais interesse. Sobre a estrutura do projeto, as dicas do artigo “Escrevendo um projeto de pesquisa de mestrado ou doutorado” podem servir também.

c) Defesa do projeto de pesquisa. A defesa do projeto normalmente consiste em uma apresentação, primeiro da experiência do candidato e depois da proposta do projeto, tudo em um tempo definido (normalmente entre 20 a 30 min). A banca poderá ler o material escrito enquanto você apresenta. Neste ponto procure apresentar em uma linha de tempo, suas atividades mais relevantes associadas com o projeto (publicações, experiência profissional e em docência, pesquisas, etc.). Tudo tem que ser muito conciso. Este é o momento em que você pode se vender diante da banca (sempre com humildade, certo?). Mostre a eles que você conhece o assunto que propõe e que você trabalhou duro para chegar até onde chegou e que você tem potencial para ser um futuro pesquisador. Em resumo, aqui você mostrará os fundamentos históricos para seu projeto, além dos pontos principais do projeto em si.

d) Prova de títulos. Isto nada mais é do que a avaliação do seu Curriculum Vitae (CV) com toda a documentação comprovatória. O mais importante aqui é estruturar bem a apresentação do seu currículo de maneira que a banca entenda bem no momento da sua leitura. Geralmente se pede que o mesmo siga os padrões do CV Lattes. Recomendo que coloque todos os documentos de todos os itens (certificados, atestados, contratos, inclusive cópia dos artigos publicados). Não se assuste com o tamanho, pois é normal que acabe ficando em uma ou duas pastas grandes. Portanto, é importante colocar um bom índice. Eu prefiro organizá-lo no índice e na ordem de apresentação conforme os itens de avaliação descritos no edital, pois ajuda à banca  avaliar mais facilmente.

e) Aula didática. Aqui você terá um tempo definido (normalmente 45min) para dar uma aula sobre um dos temas que for sorteado durante o concurso. Lembre que o controle do tempo é um ponto muito importante de avaliação. Também recomendo sempre escolher por apresentar as noções introdutórias ao tema da aula e não assuntos extremamente detalhados, pois algum membro da banca pode não ser especialista no tema sorteado, o que faz que fique menos predisposto a escutar você e avaliá-lo criteriosamente. Outra dica: vista-se como um profissional e futuro professor. A imagem é tudo no momento de uma apresentação e ajuda a transmitir mais autoridade e seriedade, assim como profissionalismo. Então, escolha uma roupa formal, que eu acredito que ajudará a mostrar que você é um profissional à altura do mercado. Para dicas específicas sobre como dar a aula, sugiro a leitura do artigo “Como dar uma boa aula na universidade“, do Blog Sobrevivendo na Ciência.

Enfim, não quero me deter mais, pois os detalhes são muitos e muitas questões irão surgindo à medida que você for se preparando para o concurso. Portanto, sempre é bom conversar com outras pessoas que tenham passado por experiências similares. Além disso, lembre que em concursos concorridos, os detalhes se tornam muito importantes, pois, muitas vezes, nos pequenos pontos somados pode estar a definição final do concurso.

Finalmente lembre que escrevo este artigo baseado na minha própria experiência. Portanto, outras perspectivas também podem ajudar e também pode mudar de universidade para universidade.

Que tal ajudar com suas dicas sobre experiências a respeito? Deixe seu comentário que será bem-vindo!

Leia também:

Contribuiu para este artigo: Emico Okuno.

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Sobre Alejandro G. Frank

Alejandro G. Frank é professor efetivo (Adjunto A) do Departamento de Engenharia de Produção e Transportes da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (DEPROT/UFRGS). Possui graduação em Engenharia Industrial pela Universidad Nacional de Misiones, Argentina (2007), Mestrado (2009), Doutorado (2012) e Pós-doutorado (2013) em Engenharia de Produção (com ênfase em Sistemas de Qualidade/Desenvolvimento de Produtos) pela UFRGS, Brasil. Foi pesquisador visitante do CNPq (sanduíche) no Dipartimento di Engegnaria Gestionale do Politecnico di Milano, Itália, durante o ano 2012. É autor e revisor de artigos nos periódicos International Journal of Production Research, Knowledge Management Research & Practice, International Journal of Quality and Reliability Management, IT Professional, Revista Produção, entre outros. Obteve prêmios de pesquisa como o 2012 Latin American Management Research Fund Award organizado pela Editora Emerald e pelo Consejo Latinoamericano de Escuelas de Administración (CLADEA) e o Concurso Jovens Empreendedores, organizado pela Universidad Nacional de Misiones. Suas principais áreas de pesquisas e atuação profissional são: Gestão de Desenvolvimento de Produtos, Gestão Organizacional, Gestão de Projetos e Gestão do Conhecimento. Contato: frank@producao.ufrgs.br
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65 respostas para Preparação para um concurso público para professor/pesquisador

  1. Naryana disse:

    Parabéns, pelo texto e por dividir com futuros colegas de profissão sua experiência. Que todos sigam seu exemplo de ajudar nesse momento tão importante na carreira profissional. Tenha certeza que irá auxiliar muitos estudantes e professores na orientação de seus alunos. Atuo na Fisiologia do exercício e sou graduada em Fissioterapia

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    • Alejandro G. Frank disse:

      Obrigado Naryana. Que bom que gostaste do post. Há muito mais que pode ser falado a respeito de um concurso, mas a intenção é deixar pelo menos algumas bases e quem sabe outros leitores contribuem depois com mais dicas.

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  2. Anônimo disse:

    Oi, Alejandro
    Muito obrigada por compartilhar essas dicas, que para mim, são muito válidas. A descrição de sua experiência ajuda a termos mais foco nos detalhes mencionados por você. Para quem nunca participou de uma banca de concursos assim vale muito saber como é.
    Abraços,
    Betânia

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    • Alejandro G. Frank disse:

      Olá Betânia. Que bom que gostaste do post. Se tens interesse nesse assunto, sempre vale a pena tentar acompanhar algum concurso um pouco mais de perto. Eu segui o concurso de um colega e assisti todas as etapas do mesmo. Fez toda a diferença para me preparar posteriormente para meu concurso.

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  3. Cintya disse:

    Obrigada pelas dicas, Alejandro. São dicas valiosas, pois no momento da prova, costumamos ficar inseguros e se estivermos com tudo organizado, fica mais fácil. VALEU!
    Abraços
    Cíntya Monte

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  4. Carla Caruso disse:

    Obrigada Alejandro! Pra quem está no caminho da pesquisa, mais ainda determina o foco nos artigos e produções científicas agora! Gratíssima!

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    • Alejandro G. Frank disse:

      Obrigado Carla. Claro que existe um equilíbrio e os demais pontos também precisam ser trabalhados. Mas a produção científica é um ponto extremamente importante e relativamente demorado, pelo que merece uma especial atenção.

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  5. Franciele disse:

    Oi Alejandro, ótimo post, fiz diversas buscar sobre este assunto na internet e quase não há informações à respeito. Tenho uma dúvida. Quanto a prova escrita, será que a banca avalia o máximo de conhecimento exposto sobre o tema sorteado ou a formulação de uma dissertação mais especializada no tema sorteado (ex.:Caso o tema sorteado fosse literatura barroca, escrevo o máximo de conhecimento que possuo sobre o tema ou seria melhor escolher um autor barroco e posiciona-lo no tempo e ir construindo relações?). Sou bióloga, e até agora fiz um único concurso o qual tirei a média para aprovação na prova escrita e acabei desistindo.

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    • Alejandro G. Frank disse:

      Olá Franciele, obrigado pelo teu retorno.
      Sobre a tua dúvida, não tenho conhecimento sobre a tua área de atuação. Porém, em base a minha experiência na minha área, na prova escrita seria melhor uma apresentação mais geral. Por exemplo, imaginando que fosse “literatura barroca” e que a prova escrita seja de “conhecimento” sobre o tema e não sobre um ponto específico do tema, eu apresentaria todas as linhas e correntes dentro da literatura barroca. Falaria um pouco sobre cada uma, mostrando as relações entre os mesmos, suas origens, a evolução histórica, estilos, principais exponentes e suas teorias/ideias/contribuições, etc. Isto significa que não me concentraria apenas em um ponto, mas falaria mais sinteticamente sobre todas as áreas do tema. Também, me parece muito importante começar o texto com uma introdução e destacar qual é o objetivo desse texto (como se fosse um artigo), e buscar terminar com uma conclusão (por ex. falando da importância desses aspectos do barroco para aquela época e para hoje). Desta maneira, teu texto não seria apenas uma exposição de ideias a respeito do que sabes, mas uma breve dissertação sobre o assunto, mostrando tua propriedade tanto de conhecimentos como de coerência de ideias na construção de um texto.
      Nota: estas observações são quando é solicitado provar conhecimentos sobre o todo o tema. Porém, se fosse solicitado que se discuta, por exemplo, o pensamento do autor X dentro do contexto barroco, seria outra abordagem. Nesse caso sim acredito que deverias centrar a atenção nele, mas sempre mostrando também a sua inserção no contexto pertinente.
      Espero que isto sirva. Comentários e sugestões de outros leitores também são muito bem-vindos para construir uma ideia em conjunto, baseada nas experiências de todos.
      Abraços!

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      • Franciele disse:

        Obrigada por sua opinião. Este mundo acadêmico ainda é tão “fechado” e este seu blog veio contemplar a falta de informação e dúvidas a respeito de seleções na área acadêmica. Parabéns, irei divulga-lo e acompanha-lo. Abraços.

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      • Anônimo disse:

        Obrigada por respondê-la. Esta era também a minha dúvida. Abraços!

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  6. Andréia disse:

    Boa tarde Alejandro,

    Gostei muito deste Post, estou em fase de preparação para um concurso em uma Instituição Federal, o concurso será composto de 4 fases, a 2ª fase é o Memorial Descritivo, tem algumas dicas para eu elaborar esse documento?

    Obrigada,

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    • Alejandro G. Frank disse:

      Olá Andréia,
      sobre o memorial descritivo, sugiro que leias com muita atenção e caso seja possível, conversares com alguém do departamento ou até enviares um e-mail para consultar sobre o conteúdo do mesmo. Isto é porque muda muito de instituição para instituição. Alguns incluem no mesmo duas partes: o perfil do candidato com a descrição do seu CV e sua experiência de pesquisa e, também, a descrição de um projeto de pesquisa proposto. Uma dica é começar pelos outros pontos que serão avaliados no concurso. Por exemplo: se além do memorial descritivo, há um ponto sobre projeto de pesquisa, provavelmente no memorial terás que descrever apenas tua experiência (baseada no CV). A minha experiência foi diferente, pois não tinha memorial, apenas avaliação do histórico acadêmico (o CV com todos os documentos comprovatórios) e um projeto de pesquisa.
      Pesquisando na internet achei um modelo muito interessante utilizado na minha universidade para um concurso de professor titular (de outra área): http://www.ufrgs.br/prodah/Arquivos/Memorial2012-versaoFinal.pdf
      Espero que sirva e te desejo muito sucesso no concurso!

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  7. Wilian disse:

    Ola prof. Alejandro, tudo bem? Primeiramente parabéns pela postagens, está sendo muito útil para mim neste momento e acredito que será para tantos outros que acessarem essa página.

    Eu estou me preparando para um concurso publico para docente em uma universidade, e no momento estou preparando o texto para a prova escrita. Mas estou com algumas duvidas:

    * Quando for um tema muito abrangente, posso fazer recorte temático para falar do assunto ou é melhor falar o máximo possível do tema sem recortes?

    * Se eu citar um autor, eu preciso falar o nome de sua obra e ano? Posso apenas citar o nome autor?

    * Existe uma média ideal de páginas a serem escritas ou o que vale realmente é a qualidade do texto?

    Acredito que são essas questões. Grande abraço. Wilian.

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    • Alejandro G. Frank disse:

      Olá Wilian, obrigado.
      Vamos lá! Tentarei responder ponto a ponto em base a minha experiência (outros podem ter uma opinião diferente que pode também contribuir muito):
      1) No meu concurso o tema foi bem abrangente. Particularmente prefiro sempre uma visão macro, sem recortes. Acredito que a capacidade de síntese para apresentar o tema como um todo, e não apenas uma pequena porção, seja um importante ponto de avaliação. Talvez o comentário que fiz neste post à dúvida da Franciele possa te ajudar.
      2) Acho muito bom colocar no final do teu texto as referências, embora de maneira imperfeita (acredito que não seja importante lembrar o volume e o número do artigo). Citar referências mostra mais conhecimento da área, então pode dar uns pontos a mais na avaliação do teu texto. Principalmente quando forem citados os autores mais relevantes sobre a temática, assim a banca pode ver que conheces eles e estás bem informado sobre as principais linhas de pensamento da temática.
      3) A média de páginas depende do tempo e do formato da prova (se é discursiva ou se se trata de um aspecto mais quantitativo que demanda desenvolvimento de fórmulas). A qualidade do texto, tanto em escrita como em conteúdo, é muito mais importante do que a quantidade. No meu concurso eu classifiquei primeiro na redação, e não foi o texto mais extenso (nem o mais curto). Algumas vezes, a pessoa pode perder o foco e ficar muito tempo discursando sobre um assunto secundário, gastando muitas páginas naquilo que não é essencial. Por exemplo, contexto histórico de um assunto pode ser bom para dar um início ao desenvolvimento do assunto, mas não seria prudente escrever demais sobre o contexto, perdendo foco no conteúdo do tema em si.
      Bom, espero que tenha conseguido explicar tuas dúvidas. Fico a disposição por qualquer outra dúvida.
      Abraços

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  8. Rita disse:

    Olá Alejandro, obrigada pelas dicas.

    Estou me preparando para um concurso e tenho dúvidas sobre como apresentar o meu memorial aos membros da banca. Terá arguição durante a apresentação. Este é o meu primeiro concurso e estou muito ansiosa. Você tem alguma dica sobre isto? Atuo na área da Engenharia Espacial.

    Abraços.

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    • Alejandro G. Frank disse:

      Olá Rita,
      minha sugestão é que sigas como guia uma linha de tempo, mostrando os pontos principais de destaque ao longo dessa linha. Por exemplo, podes situar nessa linha, em determinados anos, os cargos/funções/ estudos que fizeste, e depois desdobrar em resultados que obtiveste, como serem publicações, projetos aprovados e executados, resultados alcançados em melhorias, enfim, depende do conteúdo da tua experiência. Uma estrutura poderia ser a seguinte:
      1) Apresentar uma linha de tempo
      2) Apresentar nessa linha o histórico de formação (graduação, mestrado, doutorado, etc.)
      3) Paralelamente, apresentar nessa linha o histórico profissional (cargos em empresas, atividades de pesquisador como serem bolsista de dedicação exclusiva de mestrado, doutorado, IC, sanduíche, docência como prof.substituto ou outros, etc.)
      4) Paralelamente, apresentar nessa linha os resultados alcançados no histórico profissional: a) Projetos; b) Docência (disciplinas, tempo); c) Artigos publicados, etc.
      Acho que isso te daria uma boa estrutura para que o formato seja bem organizado.
      Desejo muitos sucessos com teu concurso! Abraços.

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  9. Wilian disse:

    Olá prof. Alejandro. Obrigado pelas dicas, realmente estão sendo muito úteis. Estou ainda em fase de preparação para a prova escrita, pois irei fazer uma prova para a área de História. Alguns pontos são abrangentes e outros são bem específicos, no entanto, são todos pontos da minha área de pesquisa. Quando tiver os resultados, independentes de quais forem, compartilharei aqui neste espaço! Um abraço. Wilian

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  10. fernando disse:

    Olá, prof. Alejandro, muito obrigado pela sua iniciativa. Fiquei feliz de ter encontrado suas dicas valiosas. Isso faz diferença.

    Minhas dúvidas são as seguintes:
    >> Fiz um concurso (com consulta bibliográfica) onde os candidatos puderam consultar inclusive anotações pessoais, além dos livros (primeira hora). A consulta desse material pessoal é comum (na verdade, consultaram até o laptop)?

    >> Agora tenho outro concurso pela frente. Tenho os dez temas do edital. Pensando na questão anterior, estou escrevendo no meu computador exatamente o que eu gostaria de escrever na hora da prova (como se eu ja estivesse fazendo as dez possíveis provas). Vou imprimir e levar. Alguem da banca pode impedir esta consulta (o edital fala de “consulta bibliográfica”)?

    Um abraço,

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    • Alejandro G. Frank disse:

      Olá Fernando.
      Me parece que depende dos critérios de cada concurso público e sugiro que leias cuidadosamente o edital. Por exemplo, no meu concurso público e na maioria dos da minha universidade o edital diz “será permitida a consulta a material bibliográfico de domínio público (ênfase minha). Nesses casos a banca verifica antes de iniciar a prova escrita todo o material que os candidatos trazem para consulta. Não é permitido material que não seja de divulgação pública (isto deixa fora as anotações próprias e apostilas de aula). Me lembro que no meu concurso a banca restringiu inclusive a utilização de teses que não estivessem encadernadas no formato das bibliotecas, pois consideraram que se o candidato levasse impressa uma tese, poderia ter no meio das folhas alumas anotações próprias escritas em computador. Mas neste caso comentado o edital era muito claro da restrição do domínio público.
      Eu sempre prefiro ir pelo caminho menos arriscado, pois no momento da banca, qualquer estresse por causa de um material não aceito pode tirar tua concentração e tranquilidade para escrever aquilo que já tens estudado.
      Um abraço,

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      • fernando disse:

        Alejandro, primeiramente obrigado pela resposta!! Sua contribuição está sendo gigantesca.
        Me permita citar um trecho do edital:
        “…haverá um período inicial de consulta bibliográfica, com 1 h a contar do sorteio do “assunto”, sendo permitido aos candidatos fazerem anotações em folhas fornecidas e rubricadas por membro(s) da Banca.”
        Mas, como não é muito claro, vou preparado para isso, então. Valeu amigo.

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  11. Wilian disse:

    Olá prof. Alejandro, tudo bem?
    Estou um pouco apreensivo com relação ao concurso que irei realizar daqui 20 dias. A vaga é para uma área bem específica (inclusive é minha área de investigação e atuação). Entretanto, a banca avaliadora não é especialista nesse assunto, nenhum deles sequer investiga ou ministra disciplinas relacionadas a essa área. Quanto aos candidatos, pelo que percebi, poucos discutem sobre essa área. Estou apreensivo, não sei se isso é bom ou ruim. Gostaria, se possível, de uma opinião sua.
    Um abraço.

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    • Alejandro G. Frank disse:

      Caro Wilian,
      na minha opinião, nesses casos talvez a melhor estratégia seja não aprofundar demais sobre os assuntos que desenvolverás, mas apresentar uma visão abrangente, clara e introdutória, na qual mostres todos os princípios que ajudam a entender melhor o assunto, principalmente na aula didática.
      Espero que sirva e sucessos!

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  12. Maysa disse:

    Boa tarde, Alejandro!
    Estou gostando muito de ler suas dicas. Como o número de pessoas que buscam um concurso público para o Magistério Superior não é assim tão grande, jamais imaginei que fosse encontrar na internet um blog como o seu, que dialoga diretamente com minhas dúvidas e inquietações. Sou doutora em Linguística e estou iniciando uma verdadeira temporada de concursos públicos. Obrigada pelas dicas valiosas, especialmente quanto à Prova Didática!

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    • Alejandro G. Frank disse:

      Obrigado Maysa, mas o crédito principal merece o Eduardo pelo empenho dele em manter este blog. Espero que minhas dicas deste post sirvam para teu concurso.

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  13. Adauto Bueno disse:

    Caro Alejandro,

    Parabéns pelo post primeiramente, venho a compartilhar algumas dúvidas sobre concursos contigo, aliás também sou da Engenharia de Produção. Vou prestar um concurso em uma estadual, são 10 pontos em sua maioria de PCP, mas a extensão da prova escrita é de 2 laudas e meia, ou seja, duas páginas e meia, sob a perspectiva da apresentação dos pontos centrais e a coerência do texto fica creio que fica muito limitado uma discussão de por exemplo, um dos tópicos, Programação de Sistemas Contínuos e Intermitentes, se for listar (sem explicar), por exemplo, problemas de programação intermitente, já se vai uma lauda. A minha dúvida é, como proceder nesse caso, mostrando que o candidato possui conhecimento básico e avançado sobre o tema, dando coerência/coesão ao texto e ao mesmo tempo respeitando o limite de páginas. Abraço.

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    • Alejandro G. Frank disse:

      Caro Adauto,
      na verdade não tenho experiência nesse formato com páginas limitadas. Até o momento, nunca tinha visto concursos com essa limitação. Então, somente coloco aqui a minha opinião pessoal: Se for dado apenas o tema geral de PCP para ser desenvolvido, eu preferiria ficar em aspectos menos detalhados e mostrar uma visão abrangente sobre o assunto, por ex.: conceito de PCP, a sua função nos processos de manufatura, diferentes linhas: produção puxada e empurrada e formas de PCP para ambas as abordagens, vantagens e desvantagens das mesmas e ferramentas utilizadas para a aplicação das mesmas. Por ser um concurso público onde também se avalia o potencial do futuro “pesquisador”, também reservaria um espaço final para abordar principais desafios para o PCP que precisam de aprofundamento e que são temas atuais.
      Enfim, por serem poucas laudas preferiria mostrar uma visão geral. Mas se for solicitado desdobrar um tema específico a abordagem seria diferente. Por exemplo, se solicitarem tratar plano mestre de produção, então desenvolveria detalhes sobre o plano mestre unicamente. Então, se um dos tópicos dos 10 que citaste é “Programação de Sistemas Contínuos e Intermitentes”, e for sorteado este para a prova escrita, eu desenvolveria somente ele de uma maneira equilibrada (entre conceitos, problemas, desafios e oportunidades, por exemplo).
      Espero que sirva minha opinião, lembrando que podem ter outros leitores que talvez tenham uma visão diferente que possa contribuir para desenvolver uma melhor estratégia de escrita da prova.
      Muitos sucessos!

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  14. Rafael disse:

    Olá. Obrigado pelas dicas e algo que me deixou na dúvida, já que nunca prestei um concurso (irei prestar um em breve). No meu caso ,serão 5 horas de prova escrita. Quantas folhas deveria ter minha prova (área de engenharia)? Poderia ter gráficos? Acho bastante tempo pra dissertar sobre um assunto. O que você acha? Obrigado.

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    • Alejandro G. Frank disse:

      Olá Rafael,
      no meu concurso foram 6 horas e a média das páginas por candidato foi entorno a nove laudas. Teve pessoas que escreveram mais do que isso e não ficaram nas primeiras colocações. Com isso, quero dizer que a quantidade não determinará a qualidade. É melhor um texto um pouco mais curto e bem escrito, com início desenvolvimento e fim, do que um texto extenso e não tão bem estruturado.
      É possível ter gráficos sim. Somente sugiro que cuides a respeito da importância de colocar ou não um gráfico, pois fazê-lo durante a prova leva tempo que poderia ser aproveitado para escrever mais do teu conhecimento. Porém, há casos em que um gráfico é indispensável para a discussão do assunto.
      Sobre o tempo, não te preocupes, nem perceberás do rápido em que passa. Recomendo que deixes uma meia hora final para revisar o texto, lendo ele na íntegra. Também é bom levar umas bolachinhas ou algo para repor energias no meio da prova. Comigo funciona bem isso! 😉
      Muitos sucessos!

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  15. Aline Gehlen disse:

    Olá Alejandro,
    Parabéns pelas dicas no blog. Vou prestar concurso na Federal pela primeira vez e depois de tomar conhecimento de todas estas etapas, fiquei pensando en desistir, Na verdade, estou na docência ha um ano apenas, agora que iniciei o mestrado, porém o concurso permite participação com especialização. Só que, não tenho artigos publicados, não tenho orientações, não tenho nada de contribuição científica. Minha questão é: O que você sugere na minha apresentação, para ofuscar a falta destas publicações, ou melhor, o que eu poderia fazer para ter uma boa avaliação independente da falta de material científico?

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    • Alejandro G. Frank disse:

      Olá Aline,
      nesse caso sugiro que foques mais no projeto proposto e que busques de destacar na prova escrita e na aula didática. Na apresentação oral podes focalizar nas áreas que vens trabalhando em vista ao projeto que pretendes propor.
      Mesmo assim, as publicações normalmente contam bastante pontos, mas isso será relativo, dependendo do perfil dos demais candidatos.
      Abraços,

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  16. Patrícia disse:

    Olá Alejandro!
    É com muita alegria que venho manifestar minha gratidāo pela partilha de sua experiência. Graças a você pude me preparar melhor e consegui passar em um concurso federal!!! Faltando cerca de 10 dias para o início do processo achei seu blog e a partir daí mudei toda a minha dinâmica de estudos: passei a demarcar no material as passagens mais importantes, estruturei mentalmente os aspectos mais importantes a serem expostos sobre cada ponto, na hora da prova escrita pudia ter controlado um pouco o nervosismo, mas mesmo assim correu tudo bem. A organizaçāo dos títulos e da prova didática também foi pautada nas suas dicas. Esse post foi praticamente um guia espiritual para mim! Rsrsrsrs. Obrigada, obrigada, obrigada professor, por dividir e consequentemente multiplicar os saberes da prática do universo acadêmico! Um grande e feliz abraço,
    Patrícia

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    • Alejandro G. Frank disse:

      Parabéns Patrícia! Fico feliz em que tenha sido tão útil este post. Gostaria de te encorajar de compartilhar também as tuas experiências de concurso público para professor com outros futuros candidatos que precisem de ajuda em um desafio tão grande.
      Um abraço

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  17. Eraldo Pereira Madeiro disse:

    BOA TARDE PROF!!!
    SUAS DICAS VÃO ME AJUDAR MUITO, POIS MEU SONHO COMO EDUCADOR, É SER DOCENTE NUMA INSTITUIÇÃO UNIVERSITÁRIA PUBLICA. MORO EM MARABÁ – PARÁ; E AQUI RECENTEMENTE FOI CRIADA UMA NOVA UNIVERSIDADE FEDERAL – UNIFESSPA. JÁ ESTOU ME PREPARANDO PROS CONCURSOS QUE VÃO TER, TO LENDO MUITO.

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  18. Luciana disse:

    Olá, Alejandro! Adorei suas dicas! Muito úteis. Bem, daqui a 30 dias farei um concurso para Professor Substituto e minha dúvida, ainda não vista por aqui, é sobre o Plano de Aula. Sinceramente, estou numa dúvida cruel: elaboro um Plano de Ensino, como se fosse da disciplina do semestre e destaco para a banca que abordarei apenas um tópico daquele universo ou faço um plano apenas da aula que pretendo lecionar, fazendo o recorte do tema que irei abordar, dentro do tema sorteado?

    Se puderes me ajudar nesta dúvida, serei imensamente grata! Á propósito, você não poderia disponibilizar seu Plano de Aula como fez com a aula em ppt?

    Um grande abraço!

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    • Alejandro G. Frank disse:

      Olá Patrícia,
      eu entendo que o plano de aula seja diferente a um plano de ensino. Geralmente, o plano de aula está focado em como estruturarás uma aula específica, destacando a didática utilizada, tópicos abordados, etc. Se for solicitado isso, acho que o foco é apenas no tópico que abordarias nessa aula.
      Sucessos!

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  19. Caro Alejandro,
    Parabenizo-lhe pelo seu trabalho científico, metodológico, didático, pedagógico e sua atitude de compartilhamento.
    Desejo-lhe muito êxito profissional e pessoal.
    Albenia

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  20. Anônimo disse:

    Caro Alejandro, agradeço a publicação das dicas para participar de Concurso Docente. Acabei de prestar um deles nessa semana, em uma Universidade Federal aqui de São Paulo, e dessa vez cheguei muito perto! Faltava só apresentar o projeto de pesquisa, para o qual foram selecionados só três candidatos. Assim que terminei o doutorado, prestei concurso em uma federal e fui superbem na prova escrita e no memorial, mas fiquei nervosa demais na aula teste (era a minha 1a.) e durante a prova duas das avaliadoras ficavam “cochichando” e mandando bilhetinhos! Achei uma falta de educação enorme e juntou com meu nervosismo…No 2o. concurso não atingí a nota da prova escrita por 0,2 pontos….e agora prestei esse 3o. Seus conselhos vão me ajudar no próximo, vou continuar tentando, mas a dica que eu deixo para quem terminou o doutorado agora é que prestem os concursos que abrirem para a sua área, pois mesmo quando não passamos, ficamos mais seguras e experientes para uma próxima vez! Um abraço. Claudia Ferreira. Fac. Educação da USP.

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  21. Alfredo disse:

    Prezado
    estou fazendo um concurso para professor e indicaram apenas um livro para bibiliografia o qual achei fraco e cheio de erros. Tenho que preparar a aula didática em cima deste livro ou posso usar outras fontes. Posso usar figuras do Google para ilustrar a aula ou qpenas de fontes didáticas? Obrigado

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  22. Camila disse:

    Ótimas dicas, professor Alejandro. Muito obrigada por dividir o seu conhecimento.

    Gostaria de uma ajuda sua, se possível. Prestarei um concurso para professor substituto e a prova escrita consiste na elaboração de um plano de aula sobre um ponto específico. O senhor acredita que é mais recomendado apenas abordar o programa da aula, com a ordem dos tópicos que serão tratados, sem efetivamente explicar o tema, ou falar do conteúdo em si, como se fosse a própria aula que seria ministrada de forma escrita? Agradeço pela atenção!

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  23. Fábio disse:

    Prezado Professor Alejandro,

    Parabéns pela publicação do material. De fato será de grande valia para a preparação de futuros candidatos a docentes pelo país. Entretanto, gostaria de mais uma vez contar com a sua experiência. Me deparei com uma situação a qual tenho dúvidas. Como se preparar para uma prova oral de defesa de conhecimentos ? Vou prestar um concurso para professor na Universidade de Brasilia e a primerira estapa do concurso consiste na prova oral para a defesa de conhecimentos. De acordo com o edital o cadidato pode utilizar qualquer recurso audio visual e terá um tempo máximo de 30 min para exposição. Não sei como me preparar para esta etapa…Por isso gostaria de contar com sua experiência…Desde já agradeço a atenção.

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  24. Julio disse:

    Prezado;
    Parabéns pela disponibilização do conteúdo. Gostaria que pudesse também disponibilizar dicas sobre elaboração de plano de aula. Abção.

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  25. Adelaine Valéria Gomes Lima disse:

    Olá Alejandro,

    Parabéns pela sua generosidade em compartilhar com todos essas informações tão importantes.Fico feliz, pois, o que vemos, infelizmente, é uma briga acirrada de egos no mundo acadêmico.

    Um grande abraço.

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  26. Ana disse:

    Prezado!
    Parabéns pelo blog. Vou participar de um concurso para uma universidade federal nova (esta em fase de criação) na área da psicologia e eles pedem ao invés de memorial um Plano de Trabalho Docente.
    Gostaria de saber se:
    -Faço um resumo das atividades que desenvolvi como docente e como profissional, minhas publicações, meu trabalho na pesquisa bem como as parcerias que tenho no Brasil e no exterior antes de apresentar os projetos.
    -apresento direto minhas possíveis contribuições para o desenvolvimento da universidade como as disciplinas que poderei lecionar, um plano de pesquisa e extensão.
    Não sei como preceder.
    Obrigada!
    Ana

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    • Felipe G. Nievinski disse:

      Ana, acredito que o Plano se refere a atividades futuras. Se foi solicitado também um Memorial, ali deves descrever as atividades passadas. É como interpreto.

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  27. Pedro disse:

    Oi Alejandro, boa tarde.

    Então, por coincidencia me inscrevi para um concurso da ufrgs e as provas devem ocorrer provavelmente no mês de agosto.

    Ao ler os pontos da prova escrita, parei e pesquisei sobre os pontos que eu não detinha maior aprofundamento.
    São 8 pontos e já escrevi sobre 6, realizando todas as articulações entre os temas de cada ponto.

    Tenho uma dúvida e gostaria realmente de esclarecê-la. Ao reler o edital li que será permitida a consulta a material bibliografico de domínio público, porém eu gostaria de utlizar as redações que venho preparando.

    Isso será possível?

    Ab. Pedro

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    • Pedro disse:

      Posso ainda considerar artigos retirados da internet como material bibliografico de domínio publico?

      Muito obrigado pelas suas dicas e parabéns pela sua iniciativa!

      ab. Pedro

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      • Daniela disse:

        Olá Pedro,
        fiz apenas um concurso público em universidade federal mas resolvi responder sua pergunta porque passei pela mesma situação. No edital estava escrito “consulta de material bibliográfico de domínio público”, no momento da prova os membros da banca revisaram cada material de todos os candidatos, excluíram taqueles do tipo anotações feitas pelos candidatos, inclusive as impressas, apostilas de aula e similares, foi permitido uso de livros e páginas da internet impressas desde que presente aquela frase automática ao final da folha com o endereço, data e hora da consulta na Internet.
        Minha sugestão é que leve todo o material mas vá preparado para não usar suas anotações e as páginas da internet que imprimiu, use como um extra, ou seja, toda a informação estará nos livros, e o restante, se puder consultar, será um complemento.
        A minha estratégia foi a mesma citada pelo professor, marquei todos os assuntos por cores diferentes ou símbolos, e nos primeiros quinze minutos da consulta excluí todos os marcadores dos outros pontos para evitar confusão na hora de procurar a informação. Mentalmente já havia criado os tópicos para cada ponto o que facilitou a exposição das ideias no texto. Fui bem na prova escrita, mas meu currículo ainda não contava com a titulação de doutor, por conta da pontuação não passei.

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  28. Aderson Leite disse:

    Obrigado pelas dicas, é muito importante para quem deseja ingressar como professor numa universidade pública federal. Gostaria se possível, algumas dicas de como sustentar as ideias em autores na prova discursiva.

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  29. Anônimo disse:

    Muito obrigado por compartilhar conosco esta grande esperiencia

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  30. Glauber Gonçalves disse:

    Olá Prof. Alejandro, boa noite.

    Quero agradecer pelo texto, pois foi extremamente importante para mim. Estou me preparando para um concurso, e em uma das fases do mesmo há a parte de consulta bibliográfica, e nem imaginava como seria, e seu texto esclareceu bastante!

    No EDITAL há uma parte que diz assim: “7.5.7. Concluída a prova, o candidato apresentará relatório, contendo a descrição dos trabalhos realizados, bem como a fundamentação e a interpretação dos resultados obtidos.”

    Eu não entendi. Quero saber se o senhor pode me ajudar?

    Segue o contexto do tópico …

    “7.5. Da Prova Teórico-prática
    7.5.1. A prova teórico-prática, quando aplicada, terá por objetivo avaliar a competência do candidato na utilização de conceitos e técnicas na execução de projetos, textos e obras na área/subárea de conhecimento em exame.
    7.5.2. A prova teórico-prática, quando aplicada, por seu caráter eliminatório, será a primeira prova do concurso.
    7.5.3. Respeitadas as peculiaridades de cada área / subárea, será sorteado um único ponto para todos os candidatos, no que se refere à prova teórico-prática.
    7.5.4. O sorteio do ponto para a prova teórico-prática será efetuado pelo Presidente da Banca Examinadora, ficando o ponto sorteado eliminado da lista de pontos para a prova didática.
    7.5.5. Sorteado o ponto, o candidato deverá requisitar, por escrito, os recursos materiais e humanos necessários à realização da prova, dentro de padrões definidos pela Congregação da Unidade Universitária, disponíveis para conhecimento dos candidatos na respectiva Unidade Universitária e inseridos no endereço eletrônico da UFBA quando da divulgação da homologação das inscrições.
    7.5.6. No decorrer da prova, o candidato poderá informar à Banca Examinadora o que está realizando, bem como requisitar material adicional, desde que o pedido seja justificado, conforme os padrões estabelecidos pela Congregação da Unidade Universitária.
    7.5.7. Concluída a prova, o candidato apresentará relatório, contendo a descrição dos trabalhos
    realizados, bem como a fundamentação e a interpretação dos resultados obtidos.
    7.5.8. A Banca Examinadora reunir-se-á, privadamente, para avaliar as provas e emitir o seu juízo quanto às mesmas.”

    Desculpe o imenso comentário!

    Desde já agradeço.

    Abraços

    Atenciosamente

    Glauber Gonçalves

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  31. Dural disse:

    Muito legal mesmo, sobretudo pelo estilo despojado e direto.
    Estou me preparando para meu primeiro concurso como professor de uma universidade público e gostaria de perguntar, por favor, onde encontro exemplos de projeto de atividade pedagógica? Agradeço antecipadamente pela atenção.

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  32. Roger disse:

    Concordo plenamente com você. Já vi exemplos de aulas não muito boas e o candidato passar sem problemas. Outros, apresentam uma aula muito boa e são reprovados. É um sistema de ensino que mostra até o ultimo momento que serve mais para excluir do que para selecionar. A prova didática é muito subjetiva. No momento não são avaliados apenas conhecimentos e clareza de ensino com recursos metodológicos. Mas existem itens ocultos na avaliação: roupa, cheio do candidato, carisma, as vezes cor de pele, orientação sexual (é visível se o candidato é gay ou hetero). Isso tudo e muitos outras variantes (não ir com a cara do candidato) conta na hora de aprovar. Além de tudo isso, ainda existam candidatos com formação melhor do que a banca: Com doutorado e com possibilidades de ser um forte concorrente depois de aprovado, dentro da própria universidade. Então o/a presidente da banca (que é professor(a) efetivo(a) da universidade que você está concorrendo, não vai querer um candidato muito forte que vai sobressair). Logo, REPROVAÇÃO é o jeito mais fácil de se livrar de um futuro colega-estrela. Enfim, avalia-se tudo em uma banca. O governo deveria acabar com essa “farra do boi” em que alguns professores se arvoram na função de juízes com total desrespeito e cinismo para com os candidatos, mas tudo isso envolto em uma falsa aparência de seriedade, de isenção, de perfeição. Para no final, com o candidato REPROVADO esse mesmo candidato até achar que não é bom mesmo para o cargo. Existe casos e casos a analisar. Mas com CERTEZA absoluta a banca de concurso para professor, tal como conhecemos NÃO É A MELHOR OPÇÃO para avaliação. O governo federal deveria promover exames como o ENEM para professores. Assim, os professores fariam apenas uma prova e ficariam no cadastro geral de aprovados. Assim, as universidades poderiam abrir vagas em função desse cadastro de professores aprovados. É lamentável em que coisa a Educação tenha se tornado: um terreno mais para REPROVAR do que para APROVAR o ser humano. Um professor ainda tem a capacidade de detonar com a auto-estima do aluno/candidato cortar a criatividade e fazê-lo arrepender amargamente de ter escolhido essa área que eu considero uma da mais perigosas para a saúde mental. A classe de professores é muito desunidade e não perde a chance de detonar com um colega. Diferente da classe médica ou jurídica ou engenharia, ou psicólogos, nutricionistas e demais áreas: todos tem um código de ética JÁ INCORPORADO naturalmente entre seus membros que é o de não apontar os defeitos dos outros, os erros de um colega de área. Você já viu um medico falar mal de outro colega? Professor não só fala mal como não perde a chance de detonar um colega numa banca examinadora. Aconselho a quem tem chance, de ABANDONAR essa profissão, ou ser proprietário dela com alguma escola, faculdade, etc porque como empregado nessa profissão não vai te levar muito longe ou até onde for sua ambição (não só financeira, mas profissional).

    ps: fui aprovado em 2 concurso federais e reprovado em 2. O estranho é que fui aprovado com a mesma aula em que fui reprovado anteriormente.

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  33. Olá Alejandro. Gostei muito do texto, e obrigado pela ajuda que tem dado a todos os seus leitores.
    Gostaria de saber se tem como você indicar os caminhos para se conseguir publicar um artigo em algum periódico nacional ou internacional na área de Tecnologia/TI ? Ficarei agradecido desde já.

    Abraço

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  34. Gielen disse:

    Olá Alejandro, farei um concurso para professor de agroindústria no Instituto Federal de Alagoas. Dentre os 10 temas que devo estudar para a prova, tanto escrita quanto didática tem alguns que são muito extensos, por exemplo “Química e Microbiologia de alimentos”, este tema dentro de um currículo se divide em duas disciplinas que são extremamente importantes e extensas. Como eu poderia abordar esse tema tanto na prova escrita, quanto na didática?
    Aguardo sua resposta e desde já agradeço as dicas!

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  35. Lucyla disse:

    Olá Prof. Alejandro, encontrei seu blog/texto ontem, depois de mais um insucesso na prova didática de um concurso público que me deixou muito desanimada porque é a segunda vez que alcanço a melhor nota na prova escrita e a menor nota na prova didática (não tenho experiência em ensino de graduação e ao que parece não nasci com o dom). seu texto me ajudou a recuperar o ânimo e a esperança de que no próximo eu consiga superar minhas deficiências e alcançar melhor resultado. me senti contemplada em todas as suas considerações e respostas às inúmeras perguntas dos leitores (vi que não estou sozinha) e escrevo para lhe agradecer de coração por esta preciosa ajuda. é como se alguém experiente tivesse sentado e conversado comigo, um amigo, e sou grata a vc por isso. mtas felicidades em sua profissão e na vida!
    abços,

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  36. Isabel disse:

    Gostei do texto, muito informativo, mas ainda tenho dúvidas em relação ao projeto, tenho mestrado e doutorado, não sei se quero dar aulas em faculdades, acho que isso não é para mim, mas mesmo assim queria saber se esse projeto de pesquisa seria fictício?? minha área é biologia, se fizesse um em que teria que usar laboratório de pesquisa, sendo que a faculdade não tem esse tipo de laboratório? seria só para saberem se sei fazer um projeto? não entendi esse projeto….

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    • Isabel, não tenho muita experiências com concursos no Brasil, mas acho que posso afirmar que esse projeto não deve de forma alguma fictício. As pessoas vão querer saber mais precisamente se você tem uma ideia de que linha de pesquisa pretende desenvolver se for contratada. Se a faculdade não tem um laboratório para fazer essa pesquisa, explique como você vai fazer para buscar fundos para comprar os equipamentos necessários e montar o laboratório.

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  37. Odair França de Carvalho disse:

    Prof. Alejandro vou prestar um concurso e está solicitando a elaboração de um plano de trabalho para área do concurso que link o ensino a pesquisa e a extensão.Seria está proposta a elaboração de um projeto de pesquisa de acordo com meu currículo.

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  38. Marcia Leite disse:

    Olá Prof. Alejandro,
    Primeiramente, quero parabenizá-lo pelo artigo. É de muita valia para quem se prepara para um concurso público. Gostaria, se possível, tirar uma dúvida sobre o projeto de pesquisa. Eu pretendo prestar um concurso na minha área de estudo, porém sou de uma vertente teórica oposta aos conceitos teóricos que devo estudar para prova. Minha pergunta é, poderei utilizar minha vertente teórica propondo pontos convergentes ou devo partir de uma proposta que contemple somente a corrente teórica abordada neste concurso? Desde já, agradeço sua atenção, atenciosamente, Márcia

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  39. Miriam disse:

    Olá Prof° Alejandro,
    Vou prestar um concurso, a prova escrita será composta de uma dissertação com sorteio de pontos. Minha dúvida é: Quantas páginas poderei escrever? Posso fazer a prova com tópicos ou tenho que fazer em forma de redação? posso fazer citações bibliográficas? gráficos ou tabelas?

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  40. Miriam disse:

    A prova escrita dissertativa sobre determinado ponto sorteado tem que ser feita em formato de redação? posso colocar em forma de item e sub-itens? quantas páginas seria o ideal? posso colocar referencias bibliográficas? posso inserir tabelas e gráficos?

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