Sugestões para fazer um mestrado na França

Conheci o blog Ciência Prática através da indicação de um grande amigo e para minha surpresa diferentemente dos outros blogs que estou acostumado seguir, o Ciência Prática é organizado por professores e pesquisadores e tem como principal objetivo:

“… disseminar dicas úteis sobre a prática da ciência para todos aqueles envolvidos, de uma forma ou de outra, na atividade científica.” (texto retirado do blog).

Essa é uma perspectiva bastante inovadora, seja no âmbito tecnológico e das redes sociais ou no âmbito científico. Nós estudantes, pelo menos eu compartilho dessa ideia, quando optamos pela carreira acadêmica conscientemente e não como um subemprego após o termino da graduação, acabamos criando um “castelo de fantasias” sob o qual as principais dificuldades ganham proporções irreais e as principais vitórias da carreira acadêmica não recebem o devido reconhecimento.

Ter a oportunidade de ouvir, ler e por fim conhecer o universo da academia através de quem já é pesquisador me parece fantástico. Além disso, o blog consegue despertar nosso olhar para a real perspectiva sobre a carreira acadêmica, independente da área.  Eu percebi que os textos nos ajudam a pensar pesquisa muito antes de efetivamente estarmos envolvidos nela, o que em minha opinião nos ajuda e incentiva (pelo menos é assim que eu sinto quando leio o blog) a estruturar melhor nossa carreira desde o início. Enfim, achei a iniciativa brilhante por parte dos autores, sobretudo pela oportunidade de desmistificar o “castelo de fantasias” que geralmente criamos e muitos acabam vivendo.

Partindo desse ponto, o ponto da divulgação de experiências com o objetivo de incentivá-los na carreira, questionei aos autores do blog se poderia dividir minhas experiências na aplicação de um mestrado em território francês. Como o blog conta com o seguinte texto: “Preparando a aplicação para um programa de mestrado e doutorado nos EUA”, acredito que minha experiência na França possa encorpar o tema e encorajar outros estudantes a encarar a experiência em outros países.

Para aplicação de um programa de mestrado na França, antes de qualquer coisa é importante saber que a palavra burocracia tem origem francesa e até hoje ela é profundamente utilizada. Portanto, não desamine nem se assuste demasiadamente, a maioria das pessoas na França não é capaz de entender suas próprias regras e burocracias, tente apenas seguí-las. Por mais que isso em algum momento não faça o menor sentido.

De uma forma geral, o estudante brasileiro que desejar aplicar seus documentos para o mestrado em território francês terá duas opções para fazê-lo: a primeira é através da plataforma on-line http://www.campusfrance.org; e a segunda é diretamente com a instituição de ensino. Apesar de ter realizado praticamente todos os procedimentos na plataforma on-line, minha aplicação válida foi realizada através do contato direto com a instituição de ensino. Portanto, é sobre essa modalidade que irei escrever.

Diferentemente do Brasil, o mestrado na França é dividido em dois anos de estudo, o primeiro ano M1 e o segundo ano M2. No primeiro ano de mestrado, ou Master,o aluno desenvolverá estudos mais gerais dentro de sua área de escolha, já no segundo ano, o aluno deverá escolher entre o mestrado profissionalizante e o mestrado de pesquisa. Vale a pena ressaltar que o mestrado profissionalizante requer ao final do ano muitas horas de estágio prático, enquanto o mestrado de pesquisa o aluno terá que desenvolver uma pesquisa científica. O mestrado de pesquisa poderá futuramente ser validado como mestrado Stricto Sensu no Brasil. Por isso tenha bastante atenção em qual tipo de mestrado você deseja continuar seus estudos; mestrado profissionalizante (Master Profissionnel) ou mestrado pesquisa (Master Recherche).

Dessa forma, para aplicar no mestrado na França o aluno não tem a obrigação de apresentar um projeto de pesquisa e nem um orientador como a maioria dos programas brasileiros exigem no início do curso. Entretanto, para sua inscrição você deverá preparar um documento chamado lettre de motivation, ou carta de motivação que certamente está entre os documentos mais importantes na aplicação.

Vamos aos principais documentos para aplicação do mestrado através do contato direto com a instituição de ensino:

  • Histórico escolar.
  • Lettre de motivation.
  • Currículo.
  • Teste de conhecimento da língua francesa (TCF).
  • Comprovação de recursos financeiros para manter-se na França.

Histórico escolar (traduzido)

Seu histórico escolar (ensino médio + vestibular + graduação) deverá estar completamente traduzido por um agente autorizado. A maioria das instituições universitárias francesas pedirá o histórico escolar do ensino médio brasileiro mais o resultado do vestibular, ambos traduzidos. Entretanto, na minha aplicação o histórico do ensino médio não foi necessário porque o resultado do vestibular estava incluído no meu histórico da graduação. Isso não quer dizer que no seu caso isso irá funcionar. Portanto, tente evitar dar motivos para a comissão excluí-lo(a) do processo, faça a tradução de todos os documentos solicitados: o histórico do ensino médio, o resultado do seu vestibular e o histórico da sua graduação.

Lettre de motivation (traduzida)

A carta de motivação está entre os documentos mais importantes. É através dela que a comissão poderá ter um pouco mais de conhecimento sobre o perfil do candidato para aquela vaga. A carta deverá ter uma página. Ela deverá conter as informações do seu projeto profissional. Além disso, você deve dizer o que espera do curso na construção de seu projeto profissional. Eu acredito que esse é um dos pontos mais difíceis na aplicação: justificar e descrever o projeto profissional. Digo isso, porque não fui e acredito que a maioria dos estudantes brasileiros não estão preparados para pensar no seu próprio projeto profissional ainda na graduação.

Isso pode parecer simplista para alguns, mas enquanto estudante no Brasil e nas diversas entrevistas de seleção nas pós-graduações que já acompanhei, percebi que temos o hábito de dizer o que nós podemos oferecer para o programa melhorar e crescer. Acreditamos que vamos transformar o programa para melhor caso ele nos aceite como estudante. Por aqui, a perspectiva muda totalmente, a pergunta que deve ser respondida é a seguinte: Como você acredita que esse programa pode lhe ajudar no desenvolvimento do seu projeto profissional? Ou seja, aqui eles entendem que o programa vai ajudá-lo a crescer, e não o contrário.

Currículo (traduzido)

Eu percebi que o currículo aqui na França para aplicação do mestrado não é tão importante como é, por exemplo, o histórico escolar, entretanto, além de obrigatório ele é essencial para a comissão conhecer a experiência do candidato na área e em outras áreas ligadas ou não a área de estudo. Percebo que na França ter experiências em outras áreas é muito valorizado pelos professores. Por exemplo, mesmo que o candidato esteja aplicando para um mestrado em sociologia, que aparentemente não requer conhecimentos em tecnologia de informação (informática), ter algum conhecimento com essas ferramentas computacionais pode ser fator decisivo na aplicação. O mesmo conceito vale para atividades artísticas e culturais, como música, teatro, pintura, dança e etc.

Outra informação que pode estar no currículo e tem um valor especial para os avaliadores franceses é se o candidato já realizou algum tipo de trabalho voluntário. Por isso, se você já realizou algum trabalho voluntário não hesite em mencionar no seu currículo.

Teste de conhecimento em língua francesa

O teste de conhecimento em língua francesa (TCF) pode ser feito no Brasil ou na França e sua nota de corte varia de acordo com a exigência de cada programa. Apesar de ser obrigatório em alguns programas específicos como os programas internacionais, é possível apresentar o teste durante o desenvolvimento do curso. Verifique antecipadamente qual é a exigência da nota em sua instituição de interesse.

Comprovação de recursos financeiros

Esse talvez seja um dos pontos mais complicados de sua inscrição. Como pelo programa Ciências Sem Fronteiras, pela Capes e por editais regulares do CNPq não existem bolsas de estudo para mestrado no exterior, suas chances serão conseguir fomento por agências internacionais como, por exemplo, o programa ERASMUS, o programa FP7 que faz parte de uma comissão europeia de fomento à pesquisa ou através da iniciativa privada. Quando eu digo que esse item é complicado estou me referindo à logística do procedimento, porque além de conseguir a aprovação de sua aplicação no programa que você deseja, você terá que submeter o pedido de bolsa concomitantemente e torcer para que os dois sejam aprovados. Para mestrados profissionalizantes ou em áreas tecnológicas eu sei que existem empresas e editais específicos que também oferecem bolsas para mestrado no exterior. Por isso pesquise bem quais agências ou empresas poderiam financiar sua pesquisa e estadia na França.

No meu caso eu já morava na França desde janeiro e minha comprovação de rendimentos deu-se através dos rendimentos de minha esposa que é bolsista Pós-Doc pelo CNPq.

Apesar da aparente dificuldade de aplicação do mestrado na França, eu acredito que para uma boa carreira de cientista/professor, além de termos que optar por excelentes cursos, devemos nos atentar pelas oportunidades de trocas culturais que uma pós-graduação no exterior pode oferecer. Hoje quando pensamos em ciência/pesquisa, temos que pensar em colaborações, intercâmbios e bons relacionamentos pessoais, por isso equilibrarmos nossas escolhas entre a qualidade dos cursos e as possibilidades de trocas culturais me parece ser uma excelente opção. Além do mais, os maiores centros de pesquisas do mundo sempre serão os mais concorridos, tanto na qualidade de seus candidatos quanto na quantidade. Entretanto esse alto nível de concorrência em alguns momentos priva as relações profissionais mais produtivas simplesmente por medo e competição. Assim, acredito que a escolha por um ou outro programa de pós-graduação no exterior, deve levar em consideração os aspectos culturais que aquele país de destino pode oferecer em sua carreira profissional.

Maiores dúvidas ou sugestões, deixe um comentário abaixo ou entre em contato diretamente: arthurfb@gmail.com

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Sobre arthurfrancabrasil

Arthur de Freitas Brandão possui graduação em Educação Física (licenciatura plena) e Pós-graduação lato sensu em Ciências Fisiológicas. Ambos realizados na Universidade Estadual de Londrina- PR. Atualmente iniciará um mestrado na modalidade pesquisa no campo da Ciência, Tecnologia e Saúde; na especialidade Movimento, Performance, Saúde e Engenharia pela Université Joseph Fourier Grenoble, França.
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19 respostas para Sugestões para fazer um mestrado na França

  1. pocirga02 disse:

    Adorei saber que em algum lugar do mundo ter experiência em áreas distintas é valorizado, o que na Universidade onde estudei não acontece. Muito obrigada por compartilhar sua experiência!

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    • arthurfrancabrasil disse:

      Olá pocirga02,
      Não tenho muitas experiências, conheço a realidade brasileira e agora estou conhecendo a francesa, mas realmente valorizar áreas distintas me parece ter um sentido muito mais completo quando pensamos em formação Universitária.

      Obrigado por participar da discussão!

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  2. Gabriela disse:

    Olá! Excelente ponto este sobre a valorização em áreas distintas. Eu me senti motivada a escrever um comentário também.
    Eu passei a perceber a valorização de experiência em áreas distintas e aceitação de profissionais com diferentes formações quando me envolvi em estudos de políticas de ciência e tecnologia/gestão de inovação, e acabei vindo fazer o doutorado na Inglaterra. Aqui é muito mais comum, dentro ou fora da academia, que pessoas com diferentes formações sejam contratadas para diferentes funções. Em outras palavras, um engenheiro (ou geólogo, como no meu caso), “não precisa ser engenheiro ou ter que trabalhar em empresas ligadas a engenharia o resto da vida”, podendo se lançar a outras possibilidades muito mais facilmente do que em países como o Brasil ou Alemanha, que tendem a ser um pouco mais conservadores neste sentido. Não acho que exista o certo ou errado, cada caso é um caso, mas, do meu ponto de vista, quando pensamos em inovação (mercado) ou em expandir fronteiras do conhecimento, a ciência ou as aplicações que conjuguem diferentes conhecimentos são de grande potencial. Além do conhecimento técnico-científico e networking, todas as competências desenvolvidas (procurar fomento/recursos, montar o projeto, dar aula, comunicar a pesquisa, usar softwares específicos, desenho e metodologia de pesquisa, gestão de projetos/recursos, etc, etc) são transferíveis, em termos de desempenho de outras atividades no futuro.
    Então, parabéns e tudo de bom com seu mestrado na França!

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    • arthurfrancabrasil disse:

      Olá Gabriela, muito obrigado por participar do blog e da discussão.

      Estou de acordo com você. Quando pensamos na logística e no desenvolvimento da carreira acadêmica, que na maioria dos casos brasileiros quer dizer pesquisador + professor, por exemplo, agregar conhecimentos em diferentes áreas, ter um bom networking e saber como divulgar o trabalho me parece essencial e fundamental. Entretanto, vejo certa incongruência desses valores na cultura universitária brasileira. Quero dizer, ao mesmo tempo em que esses valores são importantes, essa prática não é comum no ensino e na pesquisa da maioria das instituições brasileiras. Sabemos, porém, que algumas boas exceções desse intercâmbio de áreas são feitos na extensão universitária.

      Apesar de ainda não ter começado efetivamente meu projeto, conheci alguns laboratórios por aqui. E me pareceu fantástica essa troca de experiências entre profissionais de diferentes áreas do conhecimento.

      Mais uma vez obrigado e bons trabalhos para você ai na Inglaterra.

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      • pocirga02 disse:

        Eu acho muito legal que estágios e conhecimentos e outras áreas são valorizados, porque em minha experiência de mestrado e 3/4 de doutorado (“abandonado”) quando o pessoal vê meu currículo acha que eu não sei o que eu quero da vida, por causa dos estágios que fiz durante a graduação. Só que eu não consigo entender como alguém pode querer ser um profissional completo se não conhece todas as áreas que sua profissão oferece. Ainda bem que tem gente que pensa, rsrs

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  3. Amanda disse:

    Olá Arthur,
    Estou me preparando para o mestrado no Brasil na área de Teorias Literárias. Quero trabalhar com cinema, na área de narrativas. Estou pesquisando algumas possibilidades de fazer este mestardo na França, visto que estou terminando uma especialização na área e tenho um bom histórico na graduação. Peço a voce uma dica: Voce acha que tenho primeiro que ingressar no mestrado aqui e pedir para ir pela instituição (onde sei que a competição é dolorosa) ou eu teria alguma chance de fazer a prova e ingressar aí mesmo? Tenho amigos que moram perto de Paris (Evry) e em Avignon e Toulon. Mas fico pensando se seria aceita pra trablahar no apís e estudar… não sei se consigo bolsa com facilidade já que tenho 31 anos.
    Obrigada desde já! Aguardo sua dica.

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  4. Rafael Maia disse:

    Salut Arthur,
    Primeiramente parabéns e obrigado pela iniciativa de sanar duvidas referente ao mestrado no exterior.
    Sou Rafael Maia tenho 26 anos. Estou 2° ano Economia aqui em São Paulo, e tenho muito interesse no mestrado na França em História ou Economia Política, e por ter muita certeza que pretendo lecionar e, que quero pós na França, já estou cursando Francês, por conta disso queria saber de você com quanto tempo de antecedência devo correr atrás das documentações.
    Obrigado desde já.

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    • Olá Rafael, desculpe pela demora na resposta, mas eu só vi sua mensagem hoje.
      Espero que ainda dê tempo de lhe dar algumas dicas, para isso me escreva um email:
      arthurfb@gmail.com

      Quanto ao tempo necessário para organizar a documentação eu diria que o quanto antes é melhor. Por exemplo, traduções juramentados dos diplomas, certidão de nascimento etc.

      Normalmente, as universidades possuem um sistema de inscrição on-line com todas as informações necessárias. Tente identificar sua(as) universidade(s) alvo e já vai se organizando…

      Estou a disposição.

      Arthur.

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  5. Fernanda disse:

    Obrigada pelos esclarecimentos!
    Faço bacharelado em Relações Internacionais e pretendo pesquisar sobre a Direitos humanos dentro da legislação internacional. Venho há algum tempo pesquisando dicas para fazer mestrado na França e seu texto de longe foi o que mais me ajudou. Obrigada, novamente.

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  6. Ana Carolina Guimarães disse:

    Arthur, também agradeço muito por você ter divido sua experiência de uma forma tão clara! Penso em fazer mestrado na França ou Portugal, em Direito Ambiental. Vou guardar seus contatos, pois pretendo tentar de fato no ano que vem. Aproveito apenas para fazer uma pergunta: qual o nível de Francês geralmente exigido? O B2?

    Muito obrigada!

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  7. Renata disse:

    Olá, Arthur!
    Primeiramente, adorei seu post!! Atualmente, pretendo me inscrever para fazer uma pós na França, na área de farmácia, já escolhi a universidade onde quero me inscrever. Porém, tenho algumas dúvidas, você sabe onde encontro um modelo de dossiê de bolsa de estudos e de moradia? Estou um pouco perdida, hoje mandarei um e-mail para a pessoa responsável pelas relações internacionais da faculdade, mas se você puder tirar essa dúvida…

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    • Olá Renata,

      Desculpe pela demora na resposta. Mas quando precisar de novas informações me escreva um email, certo? arthurfb(at)gmail()com

      Na universidade que estou matriculado existe um site com as informações de como solicitar uma bolsa. Entretanto, as regras variam de universidade para universidade. Procure no site da universidade que você escolheu, ou mesmo no site do laboratório que você pretende desenvolver o projeto.

      (https://www.crous-grenoble.fr/aides-financieres)

      Boa sorte.
      Arthur.

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  8. Ricardo Rosamaria del Carlo disse:

    Parabéns pelo Post. É uma pena o Brasil estar imensamente atrasado em pesquisas tecnológicas em áreas distintas que tanto contribuiriam para a nação, empresas, pesquisadores e cientistas. Tenho 44 anos, e há 5 tento um mestrado no Brasil, sempre mudando a minha visão, procurando integrar a visão do orientador. Este ano será o último ano que tentarei, mas não creio que dê certo. Onde pretendo fazer há apenas 3 orientadores para 289 futuros mestrandos. Fazer fora do Brasil, para alguém como eu, casado, família, etc, é praticamente impossível. Resta incentivar minhas duas filhas e apenas se graduarem aqui no Brasil. Hoje meus esforços são para que as oportunidades que hoje vejo surgir fora, se concretizem para elas. já inclusive enviei o seu link para o e-mail de uma delas. Se é que posso dar uma humilde dica para os jovens que lêes seu excelente post, é que mantenham o foco sempre nos estudos, mas não aqui no Brasil. Pesquisem, leiam muito, procurem se informar com fontes seguras e busquem uma opção segura de futuro. Sem isso, infelizmente, o futuro torna-se incerto. Mais uma vez, Parabéns pelo Post.

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    • Olá Ricardo, primeiramente muito obrigado pelas belas palavras e pelo sincero depoimento. Pessoalmente, fico muito feliz com a dimensão que o texto e o blog tomaram ao longo desses últimos anos.

      Quando escrevi esse texto (31/08/2013), eu estava muito feliz com minha conquista e gostaria de compartilhá-la com o maior número de pessoas possíveis. E, por coincidência, logo depois, eu encontrei no blog Ciência Prática um ótimo canal para essa divulgação.

      Lendo seu comentário, percebo que temos pontos comuns nas nossas trajetórias. Antes de efetivamente conseguir entrar no mestrado na França, eu também recebi algumas negativas no Brasil, e quando digo algumas estou sendo bastante econômico. Diversos foram os motivos, dos mais evidentes aos mais inexplicáveis possíveis, mas esse não é o tema da nossa questão. O blog contém textos interessantes sobre a carreira e a vida de um cientista, leia-os quando puder. Deixarei dois textos que podem complementar sua leitura. (Texto 01 e Texto 02 no comentário seguinte).

      Após a leitura desses textos, pergunte a você mesmo se é isso que deseja para sua vida, se por acaso a resposta for POSITIVA, não desamine, vá em frente. Mas se por acaso tiver alguma dúvida quanto à resposta e se fosse acreditar que as dificuldades da carreira são maiores que os benefícios, talvez seja hora de repensar…

      Quanto as suas filhas, a experiência de viver e conhecer outra cultura além da nossa cultura “mãe”, sem dúvida nenhuma é essencial para o desenvolvimento da carreira científica. Entretanto, em minha opinião, isso não precisar ser exatamente na graduação, no mestrado, no doutorado ou no pós-doutorado. A cada nova experiência na carreira, eu percebo o quanto é importante desenvolvermos a maturidade pessoal para melhor aproveitarmos as oportunidades. E o tempo para adquirimos nossa maturidade é completamente individual. Em outras palavras, o que eu quero dizer, é que não adianta tentarmos convencer alguém a passar por uma experiência sem que esse alguém esteja realmente pronto e motivado a viver e aproveitar essa experiência. Cada um tem seu próprio e individual tempo…

      Estou com 30 anos de idade, sou casado, não tenho filhos, mas, entendo perfeitamente a frustração da maior parte dos brasileiros com os passos atrapalhados que a nossa nação caminha. Pode lhe parecer muito utópico o que irei dizer, mas, acredite, confie, conseguiremos colocar esse maravilhoso país nos caminhos de uma educação de qualidade!!!

      Bonne continuation.
      Arthur.

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  9. Não consegui colocar os links, mas você pode tentar localizar os textos pelos títulos.

    Texto 01.
    Fonte: Folha de São Paulo
    Autor: Marcelo Gleiser.
    Título: Por que ser cientista?

    Texto 02.
    Fonte: Blog da neurocientista Suzana Herculano
    Título: Você quer mesmo ser cientista?

    Abraços.

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  10. Oi pessoal, não encontrei pela internet, talvez voces possam me ajudar.

    Sou formado como Tecnologo em analise e desenvolvimento de sistemas (2,5anos) e gostaria de fazer o mestrado na frança, entretanto não encontrei informações sobre o processo de inscrição para quem é tecnologo.

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